Uma tarde no banco…

…

Eram duas horas da tarde, e Verônica estava no marasmo da recepção onde trabalhava…
Era uma empresa de tecnologia musical…ainda pequena, em fase de crescimento…
Já havia adiantado quase todo seu serviço, olhado os e-mails, telefonado para as amigas, conversado no messenger, e o tempo passando lentamente…
Passava tão, mas tão devagar, que ela estava quase pensando que entre um segundo e outro, havia o infinito…
Até que foi surpreendida por sua chefe…

- Vê, faz um favor pra mim?
- Opa, claro…diz aí…
- Vai ali no banco fazer um depósito
por favor?
- Ah vou sim…
- Ok, obrigada…a quantia é essa…  faz na boca do caixa tá?
- Tudo bem…pode deixar…
- Ah, e se quiser dar uma volta pelas redondezas, vai tranqüila… pelo que me lembro a última vez que o telefone tocou, foi há duas horas atrás…

- hehehe…tá bom…valeu!

E seguiu para o banco que ficava praticamente a três minutos do prédio onde trabalhava… assim como sua casa que ficava pertinho também…
Chegou ao banco, e seguiu para a fila que estava razoavelmente grande…
Colocou-se em seu lugar, e ficou ali a observar as pessoas a sua volta…
Mulheres, crianças, idosos, gerentes bocejando, a tv sem volume, o motoboy se escanhalhando de rir com o colega…

E de tanto prestar atenção, nem percebera que estava sendo observada também.
E quando percebeu, rubourizou-se, pois podia ver que o rapaz que a observava, simplesmente a devorava com aquele olhar.
Ele sorriu, ela sorriu de volta, e foi o pontapé inicial e suficiente para que ele saísse de seu lugar na fila (um pouco mais à frente) para cumprimentá-la.

- Oi…tudo bem?
- Tudo, e você?
- Demais…qual o seu nome?
- Verônica.
- Hum…muito, mas muuuiito prazer em te conhecer…eu sou o Luiz….

Ele pegou a sua mão esquerda para um comprimento formal, e a outra foi para a cintura, como comprimento informal…. ao sentir aquele toque leve, Verônica sentiu sua temperatura se elevar.

- Muito pazer também.

A fila andava e chegara a vez de Luiz no caixa…

- Te espero lá fora pra conversar tá?
- Aham…tudo bem….

Ele foi atendido, e ao sair do banco, com aquele olhar, dera o sinal novamente de que a esperaria do lado de fora.

Infinitos 15 minutos se passaram…
E ao terminar, não disse nem obrigada à moça do caixa, como de costume…seu único pensamento estava do lado de fora do banco.

Ele estava lá…encostado em sua moto…alto, moreno, olhos esverdeados, LINDO! Todo cheiroso dentro de uma blusa amarela, calça jeans, tênis…bem informal…parecia ter seus 19 anos…
Verônica tinha 23.

- É muito novo, ela pensava…

Deu um toquinho em seu ombro… e ele nada surpreso responde longa e docemente…

- Oooooi linda…
- Oi…

E começaram uma conversa que não durava nem quinze minutos, quando ele cortando o que ela estava dizendo, deslizou a mão pelo braço de Verônica e disse:

- Você é linda demais!
- Você também…

Ela passou as mãos pelos braços dele, subindo até o ombro por dentro da blusa.
Ele com as mãos a passear pela cintura dela…
Se chegaram… ele sentiu o perfume dela, ficou maluco, excitado… era de perder os sentidos…altamente afrodisíaco.
Imediatamente deu-lhe um beijo atrás de sua orelha, que a fez afastar-se e ir com sua boca em direção à dele…
E se beijaram…quente, gostosa e quase que ardentemente….

E enquanto o beijo acontecia, ela pensava…

- Ele é muito novo..um menino! Caramba, nunca fiz isso…nunca beijei um estranho…

Mas o beijo era tão enlouquecedor que atrás desses pensamentos parecia ter uma borracha… ia esquecendo tudo o que pensava…
Ela interrompeu o beijo, na tentativa de dizer não à si mesma…
Ele mordiscou seus lábios levemente, e encostou todo o seu corpo no dele, de forma que o espaço entre si, eram somente o tecido de seus jeans…
E aí ela se entregou ao beijo novamente, cada vez mais quente, mais intenso…
Sentia que um tímido volume começava a brotar no meio dos dois, quando de repente, desgarrou-se dele, e lhe disse:

- Quer ir pra minha casa?
- Você mora sozinha?
- Não…
- Mas não tem ninguém lá agora?
- Não….

- Certeza?
- Vamos?
- Vamos!

Subiram na moto…
Ela indicou o caminho, e seguiram…
A sensação de estar sentada de pernas abertas naquela moto, e abraçada ao seu mais novo e literalmente novo amante, a fazia lembrar daquela sensação maravilhosa de uma bela cavalgada….mexia os quaris de leve na moto, imaginando que logo logo estaria em cima de seu menino…queria muito cavalgar…muito!

Chegaram em casa…estacionou a moto na garagem.

Ao abrir o portão, um dedo passeando pelo contorno de seu belo quadril,
Ao abrir a porta, um deslize de mão na barriga por dentro da blusa.
Ao fechar a porta, dois corpos grudados encostados na mesma no meio de um beijo sem o menor pudor…

- Quer um pouco de água?
- Geladíssima, por favor…

Tomaram a água, e quando ela ainda estava terminando, não sentiu só uma mão ou um dedo, mas o corpo inteiro de Luiz interagindo com o seu…
Ficou tão excitada que deixou o copo cair no chão…

E seguiram para a sala com todo intuito, cheiro e sentido de e na sacanagem…

                                                                                                                              Continua?

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One Comment on “Uma tarde no banco…”


  1. Uau….
    Claro q continua… estou curiosíssima pra saber o desfecho desse inusitado encontro…
    Beijos


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